Doze imãs foram executados hoje pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) frente à mesquita de Al Israe, na cidade de Mossul, capital da província de Ninive (norte), disse fonte do Ministério do Interior.

Os religiosos foram abatidos por se terem recusado a jurar lealdade a este grupo jihadista que comanda a insurreição sunita que alastra no Iraque, explicou a mesma fonte, citada pela agência Efe.

No sábado, pelo menos 33 pessoas morreram, a maioria das quais membros do exército, na sequência de bombardeamentos aéreos contra duas mesquitas na província de Saladino, a norte da capital iraquiana, onde o EIIL os mantinha retidos para que mostrassem arrependimento por pertencerem às forças governamentais.

Nove polícias mortos em ataque a caravana oficial

Também nove polícias foram hoje mortos, a norte de Bagdade, num ataque à caravana que transportava o chefe da luta contra a corrupção no Iraque, noticiou a agência France Presse.

O ataque, que ocorreu na estrada que liga Bagdade a Samarra, registou-se quando as forças de segurança iraquianas estavam a preparar uma ofensiva para parar o avanço rápido dos jihadistas, que nos últimos dias conquistaram um vasto território no norte do país.

A France Presse adianta que não se sabe a que grupo pertencem os atacantes, nem se o chefe da luta contra a corrupção no Iraque foi visado no ataque.

Inglaterra envia três milhões de libras de «ajuda humanitária»

O secretário de Estado britânico do Desenvolvimento Internacional anunciou hoje a atribuição de uma «ajuda humanitária de urgência» de três milhões de libras para apoiar os civis iraquianos que fogem dos combates no norte do país.

A atribuição da verba (3,7 milhões de euros) ocorre depois de a Inglaterra ter enviado, na quarta-feira, uma equipa de peritos britânicos no domínio humanitário que «avaliaram a situação no terreno».

Esta «ajuda inicial» traduzir-se-à no envio de dois milhões de libras (2,5 milhões de euros) para Organizações Não-Governamentais (ONG) presentes no terreno destinadas ao fornecimento de «água potável, sistemas de saneamento, medicamentos essenciais, "kits" de higiene para mulheres e artigos para o lar», disse o secretário de Estado.