O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, prossegue, esta quarta-feira, os seus contactos sobre a forma como responder ao avanço dos combatentes sunitas no Iraque, estando apenas excluída o envio de tropas terrestres.

«A única coisa que está excluída é o reenvio de tropas em combate para o Iraque, mas [o presidente] continua a analisar outras opções», indicou Jay Carney, porta-voz do executivo norte-americano, citado pela agência France Presse.

Vários órgãos de comunicação social dos EUA sugeriram hoje que a Casa Branca poderia avançar com ataques aéreos com aviões de combate, face à dificuldade de identificar os alvos por via terrestre.

Crise resulta da marginalização dos sunitas pelos xiitas

Os militantes islamitas derrotaram rapidamente o exército iraquiano no norte do país porque o governo de Bagdade, dirigido pelos xiitas, marginalizou os sunitas, diz o principal chefe militar norte-americano.

O general Martin Dempsey, chefe do Estado-Maior Inter armas, confirmou que Bagdade tinha solicitado aos norte-americanos uma ajuda aérea para conter e afastar os extremistas sunitas. Mas adiantou que o poder político no Iraque tinha plantado as sementes da crise com a qual se confronta.

«Não haveria grande coisa a fazer que permitisse esquecer até que ponto o governo do Iraque negligenciou os seus. É isto que está na origem do problema atual», disse Dempsey a congressistas, quando questionado sobre se os EUA teriam podido impedir o avanço dos militantes sunitas.