Notícia atualizada às 08:27

O grupo extremista Estado Islâmico pode dispor nesta altura entre 20 mil e 31.500 combatentes no terreno, informou a CIA, os serviços de informações dos Estados Unidos, que tinha estimado anteriormente a existência de 10 mil homens.

«A avaliação da CIA indica que o Estado Islâmico do Iraque e do Levante possa dispor de 20 mil a 31.500 combatentes no Iraque e na Síria, de acordo com informações fornecidas por várias fontes entre maio e agosto», disse o porta-voz dos serviços de informações dos Estados Unidos, Ryan Trapani.

A nova estimativa «reflete um aumento do número de militantes por causa do forte recrutamento desde junho na sequência de vitórias no campo de batalha e da proclamação de um califado, de uma maior atividade no terreno e novas fontes de informação», afirmou.

Segundo outra fonte da CIA, citada pela agência AFP, há 15.000 estrangeiros a combater na Síria, incluindo 2.000 ocidentais, incluindo alguns nas fileiras do Estado Islâmico, mas não há números concretos.

O Pentágono vai enviar este fim de semana 475 novos assessores militares para o Iraque estando previstas operações com drones e aviões tripulados a partir da cidade de Erbil, no Curdistão iraquiano.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, o contra-almirante John Kirby, explicou que o destacamento de assessores militares vai começar a chegar ao Iraque nos próximos dias para pôr em marcha o plano anunciado na quarta-feira pelo presidente norte-americano.

A estratégia apresentada por Barack Obama tem como intenção combater o grupo extremista Estado Islâmico que atua na Síria e no norte do Iraque, onde controla várias províncias e pontos estratégicos no norte do país.

Fontes oficiais citadas pela cadeia televisiva CNN indicaram que, na quinta-feira, logo após o discurso à nação de Obama, se iniciaram voos de reconhecimento na Síria.