O Paraguai anunciou esta quarta-feira que vai transferir de novo a sua embaixada em Israel para Telavive, três meses após a sua deslocação para Jerusalém, suscitando imediata reação do Governo israelita, que encerrou a sua representação diplomática em Assunção.

A decisão foi tomada pelo Governo do novo Presidente paraguaio Mario Abdo Benítez, que assumiu funções em meados de agosto, e justificada pela necessidade de “contribuir para a intensificação dos esforços diplomáticos regionais e internacionais com o objetivo de garantir uma paz ampla, justa e duradoura no Médio oriente”, informou, em comunicado.

Após esta decisão, Israel anunciou o encerramento da sua embaixada em Assunção.

Em 21 de maio, o ex-presidente paraguaio Horacio Cartes inaugurou em Jerusalém a nova embaixada do seu país em Israel, na sequência de idêntica decisão previamente assumida pelos Estados Unidos e que suscitou fortes protestos dos palestinianos e críticas de numerosos países e instâncias internacionais.

Nessa ocasião, o presidente eleito Mario Abdo Benítez tinha contestado a decisão, ao referir que não foi consultado.

O Paraguai tornou-se no terceiro país a romper com o consenso internacional sobre a instalação das embaixadas fora de Jerusalém, devido ao disputado estatuto da cidade e à persistência do conflito israelo-palestiniano.

Os Estados Unidos transferiram a sua embaixada de Telavive para Jerusalém em 14 de maio de 2018, na sequência de uma das mais controversas promessas em política externa do Presidente Donald Trump.

Dois dias mais tarde, a Guatemala seguiu a decisão de Washington.