O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, disse esta quinta-feira, em Riga, que o ataque contra o jornal satírico Charlie Hebdo terá a consequente resposta da União Europeia, mas defendeu que «agora é hora de silêncio», para prevenir reações a quente.

«Sei, por experiência, que não se deve reagir no dia seguinte a um acontecimento como este, porque corremos o risco de cometer erros», sustentou Juncker, na conferência de imprensa de lançamento da presidência semestral letã da UE, que começou com um minuto de silêncio em homenagem às 12 vítimas mortais do atentado de Paris de quarta-feira.

Apontando que a Europa está «profundamente enlutada» e que todos continuam «escandalizados, consternados e emocionados» com o atentado da véspera, «que matou 12 pessoas, mas que foi também um atentado contra a forma de viver» dos europeus, Juncker considerou então que «agora é hora de silêncio», mas garantiu que a Europa não deixará de reagir.