O exército da Turquia e as forças da coligação internacional lançaram esta quarta-feira uma operação que visa expulsar os extremistas do grupo Estado Islâmico (EI) da cidade síria de Jarablos, perto da fronteira turca.

“As Forças Armadas da Turquia e a Coligação Internacional de Forças Aéreas lançaram uma operação militar com o objetivo de ‘limpar’ o distrito de Jarablos, na província de Aleppo, da organização terrorista Daesh” (acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico), refere um comunicado divulgado pelo gabinete do primeiro-ministro turco.

Jarablos é o último ponto de passagem controlado pelo EI na fronteira turco-síria.

Entretanto, o ministro do Interior turco, Ala Efka, já veio afirmar que a intervenção será rápida:

“Jarablos será rapidamente limpa de elementos do Daesh”

“A Turquia não pode tolerar que o seu território possa ser ameaçado por organizações terroristas”, sublinhou o primeiro responsável turco a reagir a esta operação militar.

O Presidente turco também já falou sobre a intervenção. Para Recep Tayyip Erdogan "a Síria é a principal responsável pelo terrorismo" que o país enfrenta.

"A Turquia vai assumir o controlo para proteger a unidade do território sírio", afirmou, em Ancara, garantindo que o seu maior objetivo é, "ajudar o povo sírio e nada mais".

Recep Tayyip Erdogan assumiu ainda que além do Daesh, também o PKK, o partido dos trabalhadores do Curdistão (PKK) - que combate o regime de Ancara - é um alvo desta intervenção militar.

As agências de notícias internacionais falam de uma operação terrestre, apoiada por meios aéreos, e descrevem "intensos bombardeamentos no terreno".

Recorde-se que nos últimos dias a artilharia turca já tinha bombardeado posições do grupo extremista, em resposta a tiros de morteiro disparados contra o seu território. Só na terça-feira cerca de 60 obuses atingiram quatro posições do EI em Jarablos, revelaram os meios de comunicação social.

Além destes morteiros, disparados pelo EI, há poucos dias morreram mais de 50 pessoas num ataque levado a cabo durante a realização de um casamento. Um bombista suicida, com idade compreendida entre 12 e 14 anos e com ligações ao Estado Islâmico, fez-se explodir durante a celebração. E este atentado foi apenas o último de vários que têm atingido o país.