A Polícia de Quioto deteve uma multimilionária japonesa, de 67 anos, acusada de ter envenenado o seu último e quarto marido, e suspeita de ter matado outros cinco parceiros, com vista a obter os montantes da herança e seguros de vida.

Segundo os media japoneses, Kakehi terá juntado aos seus cofres mais de cinco milhões de euros nos últimos vinte anos.

Os sete homens que passaram pela vida de Chisako Kakehi tiveram todos o mesmo destino, a morte, o que a leva a imprensa a apelidá-la de «viúva negra».
A autópsia do seu último marido, de 75 anos, Isao Kakehi, falecido em dezembro do ano passado, semanas após o casamento, revelou uma elevada presença de cianeto nas análises ao sangue, contrariando o diagnóstico inicial que apontava para um paragem cardiorrespiratória.

As autoridades fizeram buscas às suas residências em Quioto e Osaka esta quinta-feira, onde descobriram cápsulas de medicamentos em pó vazias, assim como um livro sobre drogas.

Os seus outros seis parceiros, três maridos e três namorados, teriam entre 54 e 75 anos quando faleceram. Cada uma das mortes ocorreu pouco tempo depois de se casarem, ou iniciarem a relação.

O seu primeiro marido faleceu em 1994 aos 54 anos, o segundo em 2006, vítima de um ataque cardíaco aos 69 anos, e o terceiro em 2008, aos 75 anos.

Após a morte de Isao, Kakehi iniciou uma nova relação com um outro homem de 75 anos, que acabou por morrer no restaurante onde os dois partilhavam uma refeição, avança a Jiji Press.

A polícia está a investigar também a morte do seu parceiro anterior, que faleceu aos 71 anos quando o organismo entrou em colapso, enquanto conduzia uma mota, em 2012.

Um outro namorado de Chisako sofria de cancro e faleceu em 2009.
 

«Temos de agir cautelosamente para julgar quantas mortes foram, na verdade, o resultado do seu jogo sujo ou não», afirmou um dos investigadores.


A viúva nega no entanto todas as acusações, afirmando que é simplesmente «condenada pelo destino» a sofrer uma série de mortes.

«Não matei ninguém. Nem sequer sei como matar. Quanto ao cianeto, não sei de onde apareceu. Espero que alguém me diga», afirmou.