Uma mulher abriu um processo contra o líder do maior grupo de crime organizado no Japão. A razão para processar Kenichi Shinoda, diz a BBC, é a devolução de dinheiro gasto com membros do gangue para proteção. A queixosa, não identificada, reclama cerca de 133 mil euros.

Os advogados da mulher dizem que Shinoda tem responsabilidade sobre as ações dos seus subordinados uma vez que é o cabeça do grupo, refere a BBC.

Esta ação judicial recorre a uma lei anticrime de 2008 que defende que os líderes das organizações são responsáveis pelos danos causados pelos membros do grupo.

A dona do antigo restaurante gastou cerca de 80 mil euros durante um ano em proteção.

De acordo com depoimentos dos advogados, quando, em 2008, a mulher quis cancelar o acordo, foi ameaça por um dos membros.

No Japão, estes gangues não são considerados ilegais e envolvem-se em tráfico de drogas e prostituição.