A Coreia do Sul suspendeu a proibição de saída do país imposta a um jornalista japonês, acusado de difamar a Presidente Park Geun-Hye, permitindo que este visite a mãe no Japão.

Tatsuya Kato, chefe da delegação do jornal japonês «Sankei Shimbun» em Seul, está a ser julgado devido a um artigo sobre a Presidente Park Geun-Hye no dia do naufrágio do ferry Sewol há um ano, um incidente que causou a morte de mais de 300 pessoas.

O artigo sugeria que a Presidente sul-coreana, solteira, tinha desaparecido durante algum tempo para um encontro amoroso com um antigo assessor.

A proibição de saída do país imposta ao jornalista estava em vigor desde agosto e deveria terminar este mês.

A próxima audiência do julgamento está marcada para 20 de abril. 

«A proibição foi levantada por razões humanitárias e outras», disse fonte da acusação à AFP.

«Houve um consenso de que as audições e debate sobre os assuntos em contencioso estavam praticamente concluídos, e Kato prometeu voltar depois de ver a sua mãe doente.»


Kato é acusado de difamação, um crime punível com pena até sete anos de prisão.

O jornalista negou as acusações, dizendo que o objetivo do artigo era informar sobre a perceção da opinião pública relativamente a Park, após o naufrágio.

O caso tem agravado as tensões entre Seul e Tóquio e levantou questões sobre a liberdade de imprensa na Coreia do Sul.