A central de Fukushima irá gerar até 2027 mais de 560.000 metros cúbicos de resíduos radioativos, mais do dobro do que acumulou desde que foi destruída pelo sismo que assolou o nordeste do Japão em março de 2011.

O valor foi avançado na segunda-feira pela empresa responsável pela gestão do complexo nuclear, a Tokyo Electric Power (Tepco), durante uma reunião com representantes do governo nipónico para avaliar o desenvolvimento dos trabalhos de desmantelamento da central e os problemas de contaminação de águas, divulgou hoje o diário japonês Asahi.

Apesar de a estratégia passar pela reutilização ou pela reciclagem dos materiais menos contaminados, a Tepco estima que terá de armazenar cerca de 160.000 metros cúbicos de resíduos radioativos, operação que irá precisar de um espaço equivalente a 200 piscinas olímpicas.