A operadora da central de Fukushima, TEPCO, detetou esta terça-feira, pela segunda vez, no espaço de uma semana, «uma nuvem de vapor» oriunda do edifício do reator 3, sem reportar mudanças na temperatura ou nos índices de radiação.

Em comunicado, a Tokyo Electric Power (TEPCO) indica ter detetado, às primeiras horas desta terça-feira, «vapor no ar perto do quinto nível na zona de armazenamento da piscina da unidade 3», através das imagens captadas por uma câmara de vigilância.

Num relatório sobre o incidente na central, a TEPCO refere que o contratempo não provocou uma suspensão do seu sistema crucial de injeção de água no reator nem «mudanças significativas» nas leituras dos índices de radiação, de temperatura ou pressão do edifício ou do reator danificado.

A Tokyo Electric Power (TEPCO), operadora da central nuclear de Fukushima, admitiu também ter detetado, pela primeira vez, uma fuga de água radioativa do porão da central para o mar, noticia a imprensa local citada pela Lusa. «Queremos oferecer as nossas mais sinceras desculpas. Fizemos todo o possível para impedir que a água contaminada saísse para o exterior da central», afirmou um porta-voz da empresa, em declarações citadas pelo diário «Nikkei».



Apesar do anúncio, a TEPCO considera que a quantidade de água radioativa que vazou para o mar é muito limitada, apontando que o derrame ocorreu na zona do porto situado em frente às unidades da central, isolada do mar aberto por vários diques que protegem a central.