O secretário-geral do ANC, Congresso Nacional Africano, partido sul-africano no poder desde as primeiras eleiçõs muiltiraciais em 1994, confirmou esta tarde em Joanesburgo ter decidido exigir que o presidente do país, Jacob Zuma, deixe o cargo.

Suspeito de envolvimento em esquemas de corrupção, Zuma foi substituído no final do ano passado na liderança do ANC por Cyril Ramaphosa.

A decisão do comité executivo do ANC, segundo Ace Magashule, foi tomada após uma "exaustiva" maratona de 13 horas de debate na segunda-feira, que se estendeu pela madrugada.

Contudo, após a comunicação à imprensa, o secretário-geral esclareceu não ter sido dado "nenhum deadline" a Jacob Zuma, embora espere ter uma resposta do presidente "amanhã", segundo indica a agência noticiosa Reuters.

Magashule confirmou, contudo, que a decisão do ANC é "final" e que ninguém "poderá alterar".

Moção em caso de recusa 

O atual chefe de Estado, que enfrenta acusações de corrupção, pode recusar demitir-se mas, nesse caso, o ANC pode apresentar no parlamento uma moção de censura.

Depois de ter ultrapassado sete moções anteriormente, o presidente Zuma vai enfrentar em 22 deste mês uma nova moção de censura parlamentar, pedida por um partido da oposição, sem que o ANC, através do secretário-geral, tenha revelado qual o voto que irá assumir nessa altura.