Foi um segredo bem guardado que, finalmente, foi descoberto e levou à resolução de um caso policial com 27 anos. Jacob Wetterling, o menino que desapareceu em 1989, no Minnesota, Estados Unidos, foi raptado e morto.

Danny Heinrich, de 53 anos, que enfrenta a acusação pelo crime de pornografia infantil, confessou o crime. Quando lhe perguntaram se raptou, abusou sexualmente e matou Jacob Wetterling, Heinrich respondeu: “Sim, fui eu”, como cita a Associated Press.

O homem também conduziu a investigação até ao local onde enterrou o cadáver. O Procurador do Minnesota, Andrew Luger, declarou, de acordo com a Reuters, que “o Jacob está finalmente em casa”.

O autor confesso dos crimes contra Jacob Wetterling enfrenta, pelo menos, 20 anos de cadeia pelo crime de pornografia infantil, mas não vai ser julgado pela morte de Jacob. Foi esse o acordo feito com a Justiça e com o qual a família de Jacob concordou para poder recolher os restos mortais da criança.

 

 

Jacob Wetterling estava a andar de bicicleta com o irmão e um amigo, numa zona rural, quando os três foram surpreendidos por um homem com uma máscara. Ameaçados com uma arma, o homem disse aos outros dois para fugirem ou, caso contrário, disparava.

Levou, então, Jacob e violou-o. Matou-o pouco depois, perante as lágrimas do menino que queria voltar para casa e as sirenes da polícia. Esta descrição dos factos deixou, passados estes anos, os familiares do menino em lágrimas.

A mãe disse que ouvir a confissão e ficar a saber como foram as últimas horas do filho foi “muito penoso”.

“Para nós, o Jacob estava vivo, até que fosse encontrado”, concluiu a mãe.

Ao longo dos anos, Patty Wetterling tornou-se uma voz importante em defesa das crianças. À sua persistência se deve a aprovação, em 1994, de uma lei federal a exigir o registo dos predadores sexuais.

A sentença de Danny Heinrich está marcada para dia o 21 de novembro.