O Estado Islâmico reivindicou os ataques à capital da Indonésia desta quinta-feira, que fizeram vários mortos.


A agência Aamaaq, através do seu canal, anunciou que “os militantes do Estado Islâmico levaram a cabo o ataque desta manhã, tendo como alvos estrangeiros e as forças encarregues da sua segurança”, de acordo com a citação da Reuters. 
 

A possibilidade do Estado Islâmico estar por trás destes ataques em simultâneo já tinha sido avançada pelas autoridades indonésias, que encontraram semelhanças entre estes atentados e aqueles perpetrados em Paris, em novembro. A Indonésia tem estado em alerta para a possibilidade de ocorrerem ataques terroristas, da autoria do Estado Islâmico, por causa da perseguição, por parte das autoridades, aos jihadistas no país. 

O presidente indonésio, Joko Widodo, que estava fora da capital, fez de imediato uma declaração na televisão, afirmando que estas ações têm como fim “espalhar o terror”. 

Várias explosões e trocas de tiros fizeram, esta quinta-feira, pelo menos, sete mortos na capital da Indonésia. Entre os mortos contam-se cinco atacantes e dois civis. O ministro com a tutela da Administração Interna na Indonésia, Luhut Panjaitan, informou, segundo a Channel News Asia, que as vítimas civis têm nacionalidade indonésia e holandesa.
 
No entanto, a televisão indonésia, Metro TV, citada pela Reuters, avançou há pouco a hipótese de existir uma vítima de nacionalidade canadiana.
 
O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Augusto Santos Silva, afirmou que não há portugueses afetados pelos ataques, mas que a segurança na embaixada portuguesa foi reforçada. Em Jacarta, vários portugueses assumem que os atentados os levam a tomar precauções adicionais.

Por volta das 10:30 locais (menos sete horas em Lisboa), três homens fizeram-se explodir num café da cadeia americana Starbucks e outros dois atacaram uma esquadra de polícia. Segundo o canal de televisão local, TVOne, citado pela AP, por esta altura ocorreram outras três explosões na cidade.
 
 
Uma testemunha, que se encontrava num edifício próximo, disse à AFP que, pelo som pelo impacto “parecia um terramoto”. O café fica situado numa zona comercial e de escritórios da cidade, perto do Banco Central e de várias embaixadas. 

Seguiu-se uma troca de tiros entre polícia e atacantes. Cinco polícias ficaram com ferimentos de bala, confirmou o chefe da polícia, Budi Gunawan. Pelo menos quatro atacantes foram detidos. As autoridades já deram por concluídas as operações, numa altura em que está quase a cair a noite na cidade. O centro de Jacarta foi imediatamente evacuado após os ataques e, por agora, polícia e militares mantêm-se nas ruas por precaução, assim como houve reforço da segurança noutros locais, alvos potenciais de ataques terroristas.
 
A Starbucks já informou que não vai abrir as portas de nenhuma das suas lojas na capital, por enquanto, acrescenta a Reuters.
 
Este é já o maior ataque a esta nação muçulmana desde 2009, altura em que o rebentamento de bombas fez sete mortos e mais de 50 feridos em dois hotéis de Jacarta.