Quinze palestinianos refugiados numa escola da ONU no norte da Faixa de Gaza ficaram feridos na manhã desta quinta-feira na sequência de um ataque aéreo israelita contra uma mesquita situada nas proximidades, segundo os serviços de emergência.

«Quinze palestinianos ficaram feridos, incluindo dois em estado grave, numa escola do campo de Jabaliya da UNRWA [a agência da ONU de ajuda aos refugiados palestinianos] por estilhaços na sequência de um ataque da aviação israelita que visava uma mesquita nas imediações», disse Ashraf al-Qodra, porta-voz dos serviços de emergência.

Na quarta-feira, no mesmo campo de Jabaliya, pelo menos 16 palestinianos, incluindo crianças, morreram na sequência de um ataque contra outra escola da UNRWA. As 83 escolas da UNRWA estão a ser usadas para acolher civis que fogem aos confrontos.

O exército israelita mobilizou, entretanto, mais 16.000 soldados na reserva, elevando a 86.000 o número de militares para dar continuidade à operação levada a cabo na Faixa de Gaza desde 8 de julho, anunciou hoje um porta-voz militar.

«O exército emitiu 16.000 ordens de mobilização adicionais de forma a permitir às tropas no terreno descansarem, o que eleva o número total de efetivos e reservistas a 86.000», precisou o responsável.

O Gabinete de Segurança de Israel esteve reunido na quarta-feira durante cinco horas e decidiu por unanimidade prosseguir os ataques contra os «alvos terroristas» do Hamas e as operações destinadas a «neutralizar» os túneis escavados pelo movimento islamita entre a Faixa de Gaza e os territórios israelitas, indicou a rádio pública.

EUA enviam mais munições para Israel

Os Estados Unidos confirmaram, na quarta-feira, o envio de mais munições para Israel, horas depois de terem condenado o ataque contra uma escola das Nações Unidas em Gaza.

O exército israelita pediu munições adicionais para reabastecer os seus arsenais a 20 de julho, disse o Pentágono. O Departamento de Defesa norte-americano aprovou a respetiva venda três dias mais tarde.

«Os Estados Unidos estão comprometidos com a segurança de Israel, e é vital para os interesses nacionais norte-americanos assistir Israel para desenvolver e manter uma forte e pronta capacidade de autodefesa», disse o porta-voz do Pentágono, contra-almirante John Kirby, em comunicado.