Sete três mulheres e quatro crianças palestinianas morreram hoje na sequência de "raides" lançados pela aviação israelita em Gaza, elevando para 76 o número de mortos pela ofensiva de Israel que entra esta quinta-feira no terceiro dia.

As suas casas, situadas na cidade de Jan Yunes, no sul de Gaza, foram atingidas por três mísseis israelitas. Segundo fontes médicas, o número de palestinianos feridos supera os 400.

Outras três pessoas morreram e pelo menos quatro outras ficaram feridas na sequência de um "raide" israelita lançado contra um veículo na Cidade de Gaza, segundo fontes médicas.

O ataque aéreo, que atingiu o oeste de Gaza, matou Abu al-Leil, 35 anos, e outras duas pessoas, fazendo pelo menos quatro feridos, disse o porta-voz dos serviços de urgência, Ashraf al-Qudra, à agência AFP.

A aviação israelita voltou a lançar, na madrugada desta quinta-feira, centenas de "raides" sobre a Faixa de Gaza, contra o Hamas, visando mais de 300 alvos, em retaliação pelos contínuos disparos de "rockets", informou um porta-voz do exército.

«Visamos 322 alvos em Gaza durante a madrugada, elevando 750 o total de posições do Hamas atingidas pelo exército desde o início da operação», disse Peter Lerner, citado pela agência AFP.

Só hoje os raides israelitas, visando mais de 300 alvos na Faixa de Gaza, terão provocado pelo menos 20 mortos, de acordo com várias fontes.

Venezuela condena ataques e pede a Israel que pare

A Venezuela condenou veementemente, esta quarta-feira, os recentes raides israelitas lançados contra a Faixa de Gaza, instando Israel a parar com os ataques.

«O Governo Bolivariano da Venezuela condena, de forma enérgica, a resposta militar injusta, desproporcionada e ilegal, do Estado de Israel contra o heroico povo palestiniano, e insta o seu Governo a parar imediatamente com estas agressões que vão contra o direito internacional e o mais elementar sentido de respeito pela vida e a dignidade humanas», lê-se num comunicado oficial.

O Presidente venezuelano, Nicolás Maduro, «em nome do Governo e do povo venezuelano, lamenta o recente assassínio de três jovens israelitas, apelando a uma aprofundada investigação que ofereça respostas acertadas sobre os responsáveis por esse ato criminoso», refere a nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores.