O Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, abordaram na segunda-feira as negociações sobre o programa nuclear do Irão e o pedido de adesão da Palestina ao Tribunal Penal Internacional (TPI).

Sobre o Irão, Obama recordou a Netanyahu o compromisso do seu país para com a segurança de Israel e a «importância de continuar a cooperar nesta matéria», informou a Casa Branca em comunicado.

Na segunda-feira, o chefe da diplomacia norte-americana, John Kerry, disse na Índia que espera «acelerar» as negociações sobre o programa nuclear do Irão no encontro bilateral de quarta-feira na Suíça com o seu homólogo iraniano.

Este encontro em Genebra do secretário de Estado norte-americano com o ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohamad Yavad Zarif, realiza-se uma semana antes da próxima ronda nas negociações sobre o programa nuclear do Irão.

A nova ronda de negociação entre o Irão e o chamado Grupo 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, França, China, Rússia e Alemanha) vai arrancar a 18 de janeiro, também em Genebra.

Embora Teerão e o G5+1 tivessem o dia 24 de novembro como data limite para alcançar um pacto que ponha fim a mais de 12 anos de confrontos e sanções internacionais contra o Irão, foi acordada uma prorrogação de sete meses até 01 de julho.

Por outro lado, Obama insistiu que os EUA consideram que a Autoridade Palestiniana “não é um Estado”, pelo que “não é elegível” para aderir ao Estatuto de Roma, instrumento constitutivo do TPI.

"Os EUA não acreditam que o pedido palestiniano para o TPI seja construtivo e continua a opor-se veementemente às ações de qualquer das partes que minem a confiança mútua, ao mesmo tempo que instam ambas as partes a reduzirem a tensão”, conclui a nota.