O líder da Palestina, Mahmoud Abbas, recusa receber o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, que estava previsto receber durante a visita que Mike Pence fará à região ainda este mês. Mais: não haverá comunicação entre os EUA.

Procuraremos um novo mediador entre os nossos irmãos árabes e a comunidade internacional, um mediador que pode ajudar a alcançar uma solução de dois estados"

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Riyad Al-Maliki, reagiu assim à decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel.

A posição paslestiniana foi comunicada antes da reunião da Liga Árabe, no Cairo, precisamente para discutir o que se passou.

Mahmoud Abbas esteve em Washington com Trump em maio e, nessa altura, o presidente norte-americano assumiu a vontade de mediar as negociações entre palestianos e israelitas. 

A decisão de Trump foi mal acolhida pela comunidade internacional, com a Rússia, por exemplo, a dizer que "não é lógica" e que só vem complicar o processo para encontrar uma solução para a paz entre Israel e a Palestina.

As palavras de Donald Trump incendiaram o Médio Oriente. Pelo menos dois palestinianos morreram nos bombeamentos do exército israelita, na madrugada deste sábado, contra as forças militares do movimento islâmico Hamas na Faixa de Gaza, num total já de quatro vítimas mortais.

Isto apóis um “dia de ira” em que milhares de palestinianos entraram em confronto com as forças israelitas para protestar contra a decisão unilateral do Presidente dos Estados Unidos.