O Governo alemão já reagiu às declarações polémicas do primeiro-ministro de Israel, que esta terça-feira acusou o antigo “mufti” de Jerusalém, Haj Amin al-Husseini, de ser o responsável pelo holocausto, por ter convencido Adolf Hitler a exterminar os judeus que viviam na Europa na altura da segunda guerra mundial.

Segundo a Reuters, o porta-voz da chanceler Angela Merkel, Steffen Seibert, disse, esta tarde, que os crimes do holocausto são da responsabilidade dos nazis alemães da altura, e que não há razões para modificar a história.

“Todos os alemães sabem a história dos assassinatos dos nazis, que foi o holocausto. Isso é ensinado nas escolas alemãs por uma boa razão: para que nunca seja esquecido. Não vejo qualquer razão para mudar a nossa visão da história. Sabemos que a responsabilidade deste crime contra a humanidade pertence à Alemanha.”

 
Haj Amin al-Husseini é, segundo o chefe do governo israelita, o grande responsável pelo extermínio de seis milhões de judeus durante o Holocausto, depois de ter visitado Hitler em Berlim em 1941. Um encontro que Netanyahu disse ter sido decisivo. 
  
“Hitler não queria exterminar os judeus naquela altura, queria expulsar os judeus”, disse o primeiro-ministro israelita durante o seu discurso no Congresso Mundial Sionista, citado pela agência Reuters, contando, de seguida, o que supostamente teria acontecido: 

“Haj Amin al-Husseini foi ter com Hitler e disse-lhe: ‘se os expulsar da Alemanha, eles virão todos para cá’”, prosseguiu. 

“Então o que faço com eles?”, terá questionado Hitler. “Queima-os”, respondeu Husseini.