Em nove meses, já foram mortos mais de dez mil jihadistas do Estado Islâmico. O número foi avançado pelo governo dos Estados Unidos, num balanço dos nove meses de operações da coligação internacional na Síria e no Iraque. 

"Assistimos a muitas baixas do Estado Islâmico desde o início da campanha, mais de dez mil", disse o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, em declarações à rádio France Inter.


O responsável mostrou-se confiante de que os raides aéreos da coligação "acabarão por ter um impacto".

Esta quarta-feira a coligação anunciou ter efetuado 18 ataques desde terça-feira de manhã: 14 no Iraque e quatro na Síria. Terão sido destruídos edifícios, veículos e armamento pesado do Estado Islâmico.

Mas, até agora, apesar do balanço positivo desta campanha, traçado por Washington, ela não conseguiu suster avanços importantes do grupo jihadista. Prova disso foi a queda de Ramadi, no mês passado.

A capital da província iraquiana de Anbar, situada a pouco mais de uma centena de quilómetros a oeste de Bagdade, continua nas mãos do Estado Islâmico, apesar do exército iraquiano estar a tentar reconquistá-la, após a fuga dos militares que a defendiam.

Na Síria, o grupo também não dá mostras de grandes cedências. A conquista da cidade histórica de Palmira confirma a força dos jihadistas e a capacidade de explorarem a situação de guerra civil em que está mergulhado o país.

Esta quarta-feira, chegam notícias de que tropas sírias, apoiadas por milícias pró-governamentais, conseguiram suster os combatantes do Estado Islâmico na cidade de Hasaka, no nordeste do país. Mas um responsável curdo, citado pela Reuters, assinalou que as forças do governo poderão não conseguir resistir por muito mais tempo.



Hasaka está dividida entre zonas de administração governamental e outras curdas, que têm tido mais sucesso no combate aos jihadistas.

"Metade da cidade está sob o nosso controlo no norte e no noroeste e, com toda a certeza, quando eles chegarem às fronteiras da nossa área vão receber uma dura resposta", disse à Reuters Redur Xelil, porta-voz das Unidades de Proteção Popular, que constituem o braço armado dos curdos na Síria.

Os media sírios deram conta de raides aéreos e combates com o Estado Islâmico nas aforas da cidade. O Observatório Sírios dos Direitos Humanos avançou que os jihadistas usaram carros armadilhados para atacar as forças governamentais, a cerca de dois quilómetros a sul de Hasaka.