Pelo menos 51 pessoas foram mortas nesta madrugada em confrontos entre a polícia e apoiantes do Presidente do Egito deposto Mohamed Morsi em frente à sede da Guarda Republicana do Cairo, informou a Irmandade Muçulmana.

Já o exército egípcio defendeu que «terroristas armados» atacaram a sede da Guarda Republicana, segundo um comunicado citado pelo diário estatal Al-Ahram.

«Ao amanhecer, um grupo de terroristas armados tentou invadir a Guarda Republicana, atacando os soldados e a polícia, causando a morte a um oficial e ferimentos a vários recrutas, dos quais seis estão em estado crítico», contaram.

Na sequência do que considera ser um «massacre», o partido salafista egípcio al-Nour anunciou a sua retirada das negociações para a nomeação do primeiro-ministro e formação de um Governo de transição.

«Decidimos retirar-nos imediatamente das negociações em resposta ao massacre que teve lugar em frente à Guarda Republicana», declarou no Twitter o porta-voz do partido, Nader Baqqar.

Entretanto, a Irmandade Muçulmana ao mesmo tempo que apela à «revolta» pede a intervenção internacional para evitar uma «nova Síria».

O partido da Justiça e da Liberdade, braço político da Irmandade Muçulmana, apelou, numa declaração escrita citada pela agência France Presse, a «uma revolta levada a cabo pelo grande povo do Egito, contra aqueles que tentam roubar-lhes a revolução com tanques».