A menina que envelhecia oito vezes mais rápido morreu no primeiro dia de 2018. Lucy Parke sofria da síndrome de Hutchinson-Gilford, conhecida como progeria, diagnosticada poucos momentos depois do seu nascimento.

Lucy, com oito anos que equivaliam a 64, vivia com os pais e os três irmãos, todos eles saudáveis. O anúncio da morte foi feito pela mãe, através das redes sociais, que assegura que a menina viveu feliz até ao último dia.

A nossa menina especial não conseguiu lutar mais. O seu corpo era fraco, mas o seu coração era forte. O amor que ela tinha pela vida e o seu maravilhoso sorriso fazia de nós uns pais orgulhosos. Perdemos a nossa querida Lucy”, escreveu Stephanie, citada pelo Belfast Live.

A menina irlandesa sofria de progeria, a doença rara que provoca o envelhecimento precoce. Os sintomas incluem a perda de cabelo, para além do crescimento lento.

Acredita-se que afete apenas uma em cada quatro milhões de pessoas. Os portadores têm uma esperança média de vida bastante reduzida, sendo que em grande parte dos casos não chegam a atingir a adolescência.

O ano que passou foi difícil, temos o coração partido e não conseguimos parar de chorar. Ficam as fotografias, os vídeos e as memórias”

A família iniciou uma angariação de fundos para ajudar nos tratamentos de Lucy. Conseguiram conquistar o apoio de várias pessoas dentro e fora da comunidade onde viviam.

Estamos tão agradecidos por tudo o que nos ensinaste, os teus abraços, as tuas gargalhadas e os teus sorrisos. Os últimos oito anos foram maravilhosos. Obrigada, Lucy”, despediu-se a família através do Facebook.

Em 2014, a Progeria Research Foundation financiou a participação no novo ensaio clínico a mais 40 crianças de todo o mundo, entre as quais a Cláudia, de Viseu, na altura com 16 anos. Agora com 18, que valem por mais de 100, superou a expectativa de vida, apesar de com maior dificuldade que os restantes adolescentes.