O grupo extremista Estado Islâmico reivindicou o atentado que, esta quarta-feira de manhã, matou 64 pessoas num mercado do bairro xiita de Sadr City, no norte de Bagdad, num comunicado divulgado na internet.

No texto, o grupo jihadista afirma que o ataque foi perpetrado por um dos seus bombistas suicidas, identificado como “Abu Suleiman al-Ansari”, que fez explodir um camião armadilhado.

De acordo com a polícia iraquiana, o ataque fez 64 mortos e 87 feridos e provocou danos em vários edifícios de habitação e automóveis.

O Estado Islâmico adiantou que o alvo eram milicianos xiitas, conforme informou a agência Amaq, que o apoia. Os extremistas sunitas consideram os xiitas hereges, e por isso estes são com frequência alvo de ataques.

O Estado Islâmico controla grandes parcelas de território no Norte e Ocidente do Iraque. As forças governamentais, apoiadas pela coligação liderada pelos EUA e forças paramilitares maioritariamente xiitas, conseguiram reconquistar algum do território que tinha sido tomado pelo Estado Islâmico em 2014, mas não têm tido sucesso em impedir os ataques em Bagdad, realça a BBC.

A segurança foi sendo melhorada de forma gradual na capital, que há uma década era palco de bombardeamentos praticamente diários, mas a violência dirigida tanto contra as forças de segurança como contra os civis é ainda frequente, e grandes explosões por vezes desencadeiam ataques em retaliação. As zonas comerciais são um dos alvos regulares.