O Estado Islâmico pode ter capturado, na quinta-feira, mais de 3.000 civis iraquianos e subsequentemente, executado mais de uma dezena. A denúncia foi feita pela agência internacional da ONU para os refugiados, esta sexta-feira, na Suíça.

“A UNHCR recebeu informações de que o Estado Islâmico capturou, no dia 4 de agosto, mais de 3.000 deslocados [IDP, na designação inglesa, que significa pessoas deslocadas dentro de um país]” que tentavam chegar à cidade de Kirkuk. 

Destes, “12 foram mortos em cativeiro”, acrescentou a ONU, de acordo com a Reuters.

Este relatório das Nações Unidas vem no seguimento de um outro, feito pelo Observatório dos Direitos Humanos no Iraque, na quinta-feira, que dava conta de 1.900 civis capturados por 100 a 120 jihadistas, que usam estas pessoas como escudos humanos nas batalhas que travam com as forças governamentais.

Quase três milhões e meio de pessoas vivem deslocadas no Iraque, segundo o balanço feito em julho, após a invasão do país, desde 2014, pelo autoproclamado Estado Islâmico, que anunciou a intenção de criar um califado do Iraque e da Síria.

Uma coligação liderada pelos Estados Unidos tem vindo a fazer ataques aéreos às posições do Estado Islâmico no país.