Um bombista suicida do Estado Islâmico fez-se explodir num edifício governamental de Amiriyat al-Falluja, a oeste de Bagdade, matando oito pessoas e ferindo 17.
 
O ataque ocorre após três atacantes terem entrado na sede da administração local, disfarçados com uniformes militares. Um deles conseguiu detonar os explosivos que levava. Os outros dois foram abatidos antes de acionarem os coletes armadilhados que tinham vestidos. 
 

Entre os feridos está o chefe do conselho. Uma fonte policial explicou que Shakir al-Issawi saltou de uma janela após a explosão.

 
Apesar das autoridades terem dito que além do suicida morreram oito pessoas, o grupo islamista garantiu, em comunicado, que foram mortos “dezenas de apóstatas”.
 
Amiriyat al-Falluja é uma das poucas zonas na província de Anbar que ainda é controlada pelo governo. A presença do Estado Islâmico na maior província do país consolidou-se com a tomada da capital regional, Ramadi, no mês passado.
 
Desde essa altura, as forças governamentais tentam, sem sucesso, reconquistar a cidade, com o apoio da aviação da coligação internacional.
 
Os aliados dizem realizaram 23 raides aéreos entre a manhã de segunda-feira e a manhã desta terça-feira. Maior parte dos ataques, 14, foram feitos no Iraque. Os outros nove visaram alvos na Síria.
 
Tomada de central elétrica na Líbia
 
O crescimento do Estado Islâmico vai para lá das extensas zonas que já controla na Síria e no Iraque.  E da Líbia, chegam notícias que os islamistas tomaram uma central energética a oeste de Sirte, cidade natal do antigo ditador Muammar Kadhafi.
 

“A central foi tomada”, anunciou o grupo nas redes sociais, proclamando: “Agora a cidade de Sirte foi completamente libertada”.

 
No ataque foram mortos pelo menos três soldados. Uma fonte militar líbia disse à Reuters que os militares leais ao autoproclamado governo que controla Trípoli se retiraram do local.
 
A central, agora tomada, é um importante ponto estratégico, uma vez que abastece zonas no centro e oeste do país. No início do ano, os islamistas já tinham tomado o aeroporto de Sirte e zonas nos arredores da cidade.
 
O Estado Islâmico tem tirado partido da situação de caos e vácuo político em que se encontra a Líbia, divida entre dois governos, depois da queda de Kadhafi.