O antigo vice-presidente norte-americano Dick Cheney, um dos promotores da invasão do Iraque em 2003, lamentou a atitude defensiva dos Estados Unidos, sob a administração de Barack Obama, face às ameaças extremistas, incluindo do Estado Islâmico.

«Enquanto o presidente assegurava que (...) o núcleo da Al-Qaeda tinha sido dizimado, a ameaça está de facto em vias de aumentar», declarou Cheney num discurso em Washington perante o American Enterprise Institute, um centro de reflexão conservador.

«No Iraque, na Síria, no Iémen e no Paquistão, até na Somália a sul e na Nigéria a oeste, em diversos locais, sob diversos nomes, está à beira de se erguer uma nova vaga de «jihadistas», sustentou.

No entanto, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, poderá autorizar ataques aéreos na Síria contra o Estado Islâmico, como parte da estratégia de combate aos «Jihadistas» que irá apresentar na noite de hoje em Washington.

Obama, que vai discursar na Casa Branca a partir das 21:00 (02:00 de quinta-feira em Lisboa), reuniu durante a tarde de hoje o seu Conselho de Segurança Nacional, na presença dos mais altos responsáveis militares e dos serviços de informações.

Antes, manteve uma conversa telefónica com o rei Abdallah da Arábia Saudita, como parte da mobilização de aliados contra os «jihadistas» (combatentes que se assumem como participantes numa "guerra santa") sunitas, que proclamaram um «califado» nos vastos territórios que controlam na Síria e no Iraque e reivindicaram a decapitação de dois jornalistas norte-americanos.