A ONU está preocupada com a segurança de 300 a 400 famílias iraquianas que podem estar a servir de escudos humanos do grupo extremista Estado Islâmico na cidade de Faluja, que as forças iraquianas tentam reconquistar há uma semana.

Responsáveis das Nações Unidas receberam “informações credíveis” segundo as quais as famílias estão concentradas no centro daquela cidade iraquiana, no centro do país, pelos combatentes do Estado Islâmico (EI) e “não estão autorizadas a abandonar os locais de concentração”, disse à comunicação social, de acordo com a agência France Presse, a enviada adjunta da ONU ao Iraque, Lise Grande.

Isto dá a entender que o Daesh poderá utilizá-las, ou tem a intenção de as utilizar, como escudos humanos. Estas famílias estão em grande perigo”, afirmou.

As forças armadas iraquianas começaram na passada segunda-feira a entrar em Faluja, situada a 50 quilómetros a oeste de Bagdade e controlada desde janeiro de 2014 pelos jihadistas. No dia seguinte, porém as forças iraquianas confrontaram-se com uma forte resistência do EI no centro da cidade, onde a segurança de dezenas de milhares de civis suscita preocupações.

Cerca de cinco mil pessoas conseguiram fugir da cidade, onde ainda se encontram perto de 50 mil habitantes.