O autoproclamado Estado Islâmico mantém cerca de 3.500 mulheres e crianças como escravas no Iraque, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU).

As mulheres e crianças são a maior parte da comunidade Yazidi, mas o número também engloba outros grupos étnicos e religiosos.

A ONU identificou abusos generalizados que, em alguns casos, podem constituir “crimes de guerra, crimes contra a humanidade e, possivelmente, genocídio”, segundo o relatório da organização divulgado em Genebra.

O documento revela que membros do Estado Islâmico usam métodos de execução que incluem assalto à mão armada, decapitação, atear fogo a pessoas vivas e atirar pessoas de edifícios.  

“Os números retratam aqueles que foram mortos ou mutilados em praça pública, mas muitas outras pessoas morreram por falta de acesso a alimentos básicos, água ou cuidados médicos”, disse Ra'ad Zeid Al Hussein, chefe dos direitos humanos da ONU, citado pela Sky News.

Cerca de 800 a 900 jovens foram recrutados para constituírem grupos de soldados, na cidade iraquiana de Mosul, e alguns deles foram mortos quando tentavam fugir dos combates em Anbar.

Entre o início de 2014 e outubro de 2015, cerca de 18.802 civis foram mortos e cerca de 36.245 ficaram feridos.

O representante acrescenta ainda que o relatório ilustra o “horror” que os refugiados iraquianos têm vivido e por isso tentam fugir para a Europa e para outras partes do mundo.