O acordo está mais próximo do que nunca, garante a Casa Branca, mas ainda há divergências importantes por sanar. Por isso, esta terça-feira, pela segunda vez numa semana, o prazo-limite para o fim das negociações entre o Irão, os EUA, a Rússia, a China, a Grã-Bretanha, a França e a Alemanha foi prolongado.

Agora, o entendimento terá de ser alcançado até sexta-feira, dia 10, o que até já poderá ser tarde demais face ao processo legislativo norte-americano. Qualquer tratado internacional tem de ser aprovado pelo Congresso, mas se o documento final chegar depois de quinta-feira, os congressistas terão 60 dias para o analisar, em vez de 30, uma vez que o período de férias entra em cena.

A administração Obama teme essa possibilidade porque há uma hipótese forte de a oposição republicana travar todo o processo. 

O que está em cima da mesa é uma forte limitação do desenvolvimento do programa nuclear iraniano, de forma a que haja um grau de segurança tão grande quanto possível de que aquele país não conseguirá produzir armas nucleares. Em troca, o Irão obteria o levantamento das sanções económicas que lhe foram impostas há quase uma década e que têm causado enormes danos económicos e sociais.

O acordo, caso seja alcançado, será um dos grandes triunfos da presidência de Barack Obama, muito embora ele esteja longe de ser consensual nos Estados Unidos. Essa situação deve-se, em boa parte, ao fortíssimo  lobby israelita, que tudo tem feito para afastar os EUA da via das negociações.