Zeinab Sekaanvand tem apenas 22 anos, mas está condenada à morte no Irão acusada de ter morto o marido.

Depois de ter fugido de casa, numa pequena aldeia no norte do país, aos 15 anos, para escapar à pobreza e procurar uma oportunidade, Zeinab acabou por casar com um homem quatro anos mais velho.

Contudo, o sonho depressa se tornou num pesadelo: Hossein Sarmadi, o marido, batia-lhe.

A jovem, na altura ainda adolescente, insistiu várias vezes no divórcio, que ele repetidamente negou, e fez várias queixas na polícia, que nunca foram investigadas.

A família recusou recebê-la de volta.

Sarmadi foi encontrado morto à facada e Zeinab foi detida. Vinte dias depois, acabou por confessar o crime.

Mais tarde, Zeinab revelou em tribunal que tinha sido coagida a confessar o crime pelo cunhado, o verdadeiro responsável pela morte de Sarmadi, e que já a tinha violado por diversas vezes.

Contudo, esta confissão foi ignorada pelas autoridades.

Na prisão, acabou por engravidar e a execução chegou a ser adiada até que o bebé nascesse.

Contudo, a mulher sofreu um aborto espontâneo e as autoridades resolveram acelerar o processo.

Agora, vários ativistas e organizações de direitos humanos lutam a contrarrelógio para salvar a vida da jovem, cuja execução está prevista para esta quinta-feira.

A Amnistia Internacional pede a anulação da sentença, uma vez que considerou o julgamento “flagrantemente injusto”, já que Zeinab era menor na altura da morte do marido e que nenhuma das suas queixas na polícia foi devidamente investigada.

De acordo com a organização, há 49 pessoas no corredor da morte, no Irão, que foram condenadas antes dos 18 anos. Uma já foi executada este ano.