Um jovem de 17 anos e um homem de 37 foram detidos na sequência do assassinato de um polícia na Irlanda do Norte, esta segunda-feira à noite. Segundo noticia a BBC, os dois indivíduos estão a ser interrogados na esquadra de Antrim. A estação britânica adianta ainda que foram feitas buscas em pelo menos duas casas em Drumbeg.

A morte do agente policial Stephen Paul Carroll foi reivindicada esta terça-feira por uma facção dissidente do IRA, o IRA-Continuidade. A agência Press Association (PA) cita uma mensagem codificada na qual o grupo declara que «enquanto os britânicos estiverem na Irlanda, os ataques continuarão».

Irlanda do Norte: polícia morto a tiro

O polícia foi morto a tiro quando patrulhava o bairro republicano de Craigavon, perto de Belfast. A BBC relata que o agente respondia uma chamada de pedido de ajuda. Quanto chegou ao local foi atingido a tiro, ainda no carro, depois de alguém ter disparado pelo vidro de trás. Trata-se do primeiro assassínio de um polícia em dez anos.

Ressurgir do conflito

O conflito, que fez mais de 3.500 mortos em 30 anos na Irlanda do Norte, tinha praticamente cessado após a assinatura de acordos de paz de Sexta-feira Santa, a 10 de Abril de 1998.

O atentado contra o polícia foi cometido apenas dois dias depois de um ataque contra o quartel do exército britânico, em Massereene, noroeste de Belfast, que causou a morte de dois soldados.

O IRA-Continuidade é um dos grupos dissidentes do Exército Republicano Irlandês (IRA) que em 2005 ordenou o fim da luta armada, no âmbito do processo de paz. O principal grupo dissidente do IRA, o IRA-Verdadeiro, reivindicou o atentado de sábado à noite.