O líder palestino Yasser Arafat foi, provavelmente, envenenado mortalmente, em 2004, com polónio-210, substância radioativa, revelou, nesta quarta-feira, a viúva, Suha.

Esta é a conclusão do relatório dos investigadores suíços que, a pedido de Suha Arafat, levaram à exumação do cadáver, cujo relatório médico, indicava que a causa da sua morte teria sido um derrame causado por doença sanguínea.

Os resultados dos testes aos restos mortais de Arafat «apoia moderadamente a ideia de que a morte foi consequência de envenenamento com polónio 210», um elemento radioativo, afirma-se no relatório de 108 páginas que a Al-Jazeera publicou na sua página Internet.

«Novas investigações toxicológicas e radio-toxicológicas foram conduzidas, demonstrando níveis inesperadamente altos de atividade de polónio 210 e chumbo 210 em muitas das amostras analisadas», lê-se no relatório dos peritos suíços.

«Estamos a revelar um crime real, um assassinato político», disse Suha à agência Reuters, em Paris, após receber o relatório do Instituto de Radiação do hospital da Universidade de Lausanne.

Os testes a eventual morte por substância tóxica foram feitos a partir de amostras retiradas do túmulo de Arafat, na cidade palestina de Ramallah, onde o mausoléu com o seu corpo foi aberto em novembro passado.