Ao início da noite desta quarta-feira, a justiça venezuelana ordenou a detenção de Leopoldo López, apontado como um dos principais opositor ao regime Bolivariano, depois dos últimos confrontos nas ruas que fizeram três mortos. A ordem deverá ser cumprida Serviço de Inteligência Bolivariana (Sebin) que tem ordem para a detenção e busca à residência.

Segundo o diário El Universal, que teve acesso ao ofício com ordem número 007-14, em causa estão crimes como conspiração, incitação ao crime, intimidação pública, fogo em edifícios públicos, danos à propriedade pública, lesões graves, assassinato e terrorismo.

A ordem de detenção do líder da Vontade do Povo e ex- ex-prefeito de Chacao foi decidida pelo 16º Juiz de Controlo de Caracas, Ralenys Tovar Guillén, depois de um pedido do Ministério Público. O documento ordena ainda a detenção, pelas mesmas razões, de Iván Carratú Molina e Fernando Gerbasi.

A decisão de detenção surge horas depois de vários porta-vozes do governo nacional, como Diosdado Cabello, presidente da Assembleia Nacional, e Luisa Ortega Díaz, Procuradora-Geral da República, terem apontado Lopez como o autor das manifestações.

Em conferência de imprensa, Leopoldo López, alega que a poucos metros dos grupos que destruíram a fachada da Procuradoria estavam os piquetes polícias. Leopoldo López acusa o próprio Governo de ter infiltrado jovens nos grupos de oposição para causar distúrbios. «O que aconteceu na Venezuela foi um plano orquestrado pelo Estado», disse.