A justiça francesa autorizou, numa decisão inédita, uma megaoperação de recolha de ADN numa escola de maneira a descobrir quem violou uma aluna de 16 anos na casa de banho.

A recolha de saliva começou na segunda-feira e termina na quarta. Ao todo, vão ser submetidos ao teste 527 pessoas do sexo masculino, entre rapazes menores, professores ou funcionários.

A investigação à violação que arrancou naquela escola católica de La Rochelle em outubro do ano passado, tinha sido lavada até agora de forma discreta para não alarmar nem assustar a população escolar, mas, o inquérito havia chegado a um ponto que, ou era encerrado por falta de provas, ou era tomada esta decisão radical, já que na roupa da rapariga foi encontrado ADN masculino, embora ela estivesse de costas e no escuro e não tenha visto o agressor.

Com o tribunal a deferir a reivindicação do Ministério Público, pais e alunos só foram informados na passada sexta-feira do que ia acontecer.

A submissão aos testes é voluntária, mas, quem se recusar é considerado suspeito.

A possibilidade do abuso sexual ter sido levado a cabo por alguém exterior à escola não está, naturalmente, posto de parte, mas, a investigação conclui que nessa caso teria de ser alguém que conhecesse muito bem o estabelecimento fechado e onde estudam 1300 alunos.

Os resultados aos testes de ADN serão conhecidos em junho ou julho, acrescenta a BBC.