Um total de 101 pessoas, incluindo 67 polícias e 34 manifestantes, foi assistido pelo serviço de emergências do Samur ¿ Proteção Civil, durante a «marcha da dignidade» na capital madrilena realizada para contestar as medidas de austeridade do Governo espanhol.

Um porta-voz do Samur - Proteção Civil disse à Efe que dos 67 agentes, 47 são polícias nacionais e os restantes municipais.

Nove polícias nacionais, dois municipais e 34 manifestantes foram transportados para centros hospitalares.

Manifestantes envolveram-se em confrontos com a polícia, em Madrid, este sábado, depois de milhares de madrilenos terem saído à rua em protesto contra a corrupção e desemprego.

As «Marchas da Dignidade» ficaram marcadas pelo arremesso de petardos e pedras contra as forças de segurança que respondeu com uma carga policial, com balas de borracha.

Os agentes policiais avançaram contra os manifestantes, constatou um jornalista da agência France Presse no local. Alguns dos participantes na marcha, que até decorreu em geral de forma pacífica, atearam fogo a vários contentores, tentaram montar barricadas e destruíram os vidros de um banco com cadeiras de ferro forjado.

Alguns dos jovens manifestantes instalaram tendas numa grande avenida em pleno coração da capital espanhola e garantem ter a intenção de permanecer ali depois de a manifestação terminar.



A ação promovida por mais de 300 organizações reuniu cidadãos de toda a Espanha que em muitos casos viajaram a pé mais de um mês até à capital para participarem no protesto.

Os manifestantes criticam os cortes orçamentais que o Governo do Partido Popular impôs em áreas como a saúde e a educação.

Entre gritos e palavras de ordem reclamam «pão, trabalho e um teto para todos», numa altura em que a taxa de desemprego em Espanha se situa nos 26 por cento.