O líder dos separatistas pró-russos da cidade de Slavyansk, no leste da Ucrânia, confirmou esta quinat-feira que as suas forças detiveram quatro observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), desaparecidos desde segunda-feira.

«Sabemos onde estão, eles estão bem. Dissemos-lhes para que não fossem a lado nenhum por um período de tempo, mas quatro acabaram por não fazer caso e, claro, foram detidos», disse Vyacheslav Ponomaryov, o autoproclamado presidente da autarquia de Slavyansk, em declarações à agência Interfax, referindo-se ao grupo que desapareceu a sul de Donetsk.

Ponomaryov adiantou, porém, que os observadores da OSCE, cidadãos da Estónia, Turquia, Suíça e Dinamarca, poderão ser libertados nas próximas horas.

«Ninguém os prendeu. Só os retivemos. Quando esclarecermos quem são, onde iam e a que iam, deixá-los-emos partir», garantiu Ponomaryov, que não descarta a possibilidade de os observadores fazerem parte de uma missão de espionagem a favor das forças ucranianas.

A OSCE informou, na quarta-feira, ter perdido o contacto com uma equipa de sete observadores, nos arredores de Donetsk, leste da Ucrânia, um dia depois de outra equipa, formada por quatro elementos, ter sido detida na mesma região.

Um oficial da OSCE, com sede em Viena, disse que a equipa tinha sido detida num posto de controlo no leste da Ucrânia 40 minutos antes de perderem o contacto.

O presidente da OSCE, o suíço Didier Burkhalter, exigiu, na quarta-feira, «a libertação imediata e sem condições» dos observadores, qualificando a detenção como um «ato de sabotagem dos esforços internacionais para ajudar a Ucrânia a ultrapassar a crise».