Os Estados Unidos anunciaram a suspensão da cooperação militar com a Rússia devido à ação de Moscovo na Ucrânia, revelou na noite de segunda-feira o Pentágono, apelando aos russos para travarem da escalada da crise.

Já são 16 mil os soldados russos na Crimeia

«À luz dos recentes acontecimentos na Ucrânia suspendemos todos os compromissos de cooperação militar entre a Rússia e os Estados Unidos», afirmou John Kirby, porta-voz do Departamento de Defesa.

O mesmo responsável apelou às forças russas na Crimeia para regressarem às suas bases «tal como está previsto no âmbito dos acordos que regem a frota russa do Mar Negro».

Na Casa Branca, o Presidente norte-americano, Barack Obama, reuniu os seus conselheiros de segurança para avaliar a estratégia a seguir perante a recusa russa de colocar fim ao movimento militar iniciado na Crimeia.

Depois deste primeiro anúncio, os Estados Unidos anunciaram também ter suspendido as negociações com a Rússia para estreitar laços comerciais e de investimento, revelou fonte oficial norte-americana ao «The Wall Street Journal».

«Devido aos últimos acontecimentos na Ucrânia, suspendemos as negociações bilaterais com a Rússia sobre comércio e investimento, que estavam estabelecidas para estreitar os nossos laços comerciais», disse ao diário um porta-voz do representante de Comércio Externo dos Estados Unidos, Michael Froman.

A decisão integra o conjunto de medidas norte-americanas de pressão sobre a Rússia para que Moscovo faça retirar a sua intervenção militar na Crimeia.

Já o primeiro-ministro do Canadá, Stephen Harper, adverte a Rússia para o risco de ser expulsa do G8 e para o «isolamento económico e diplomático», se mantiver a intervenção na Ucrânia.

A declaração de Stephen Harper acontece depois de o líder canadiano ter conversado, ao telefone, com o homólogo ucraniano, Arseniy Yatsenyuk.

«A situação na Ucrânia continua grave para a paz e segurança global. O Canadá e os seus parceiros do G7 falam a uma só voz, ao condenar a intervenção militar do Presidente (Vladimir) Putin na Ucrânia», afirmou Stephen Harper numa intervenção em Toronto.