As autoridades ucranianas capturaram 10 soldados russos em território ucraniano e acusaram a Rússia de estar a efetuar uma «agressão militar».

Um vídeo divulgado na segunda-feira mostra alguns dos militares russos que foram detidos perto de Amvrosiyivka, na região de Donetsk.



«Não sei onde atravessámos a fronteira. Só nos disseram que íamos marchar 70 quilómetros durante três dias», diz Ivan Milchakov, um dos detidos.

O ministro ucraniano da Defesa, Valeriy Heletey, reagiu assim a este incidente: «Oficialmente, eles estão em exercícios militares em vários pontos da Rússia. Na realidade, estão envolvidos numa agressão militar contra a Ucrânia».

Ainda na segunda-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Sergei Lavrov, negou qualquer incursão em território ucraniano e acusou as autoridades de Kiev de «desinformação».

No entanto, esta terça-feira, fonte do Ministério da Defesa russo admitiu à RIA Novosti que os soldados atravessaram a fronteira, justificando que se tratou de um acidente.

«Os militares participavam numa patrulha junto à fronteira e atravessaram-na por acidente numa zona que não está assinalada. Eles não ofereceram resistência às forças armadas da Ucrânia quando foram detidos», disse a fonte.



Os presidentes da Ucrânia e da Rússia encontram-se esta terça-feira na capital da Bielorrússia. É a primeira vez que Petro Poroshenko e Vladimir Putin vão sentar-se à mesma mesa após a ocupação russa da Crimeia.

A reunião realiza-se em Minsk e conta ainda com a presença da chefe da diplomacia da União Europeia, Catherine Ashton.

O encontro realiza-se um dia depois de Poroshenko ter dissolvido o parlamento de Kiev e ter convocado eleições legislativas antecipadas para 26 de outubro.