É uma espécie de ponta-de-lança, uma força de reação rápida, sempre pronta a atuar, que a NATO pretende pôr em prática para monitorizar o conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Para isso, mobilizará à volta de 4.000 soldados, dos países aliados da Organização. Seja por ar, por mar ou para atuar em terra.

Tropas ucranianas retiram-se de aeroporto estratégico

«Vamos agora melhorar significativamente a capacidade de resposta da nossa força de reação. Vamos desenvolver o que eu chamaria de um ponta-de-lança de forma a enviar uma resposta com elevada prontidão, fiável e num prazo muito curto», explicou o secretário-geral da Aliança Atlântica, Anders Fogh Rasmussen, em conferência de imprensa.

As forças especiais da NATO costumam ter entre 3.000 a 5.000 soldados, sendo que o Financial Times fala num número intermédio: 4.000 elementos. Segundo fonte oficial da NATO, citada pela Reuters - e que falou na condição de anonimato-, a força estará operacional em apenas dois dias. Ainda assim, outras fontes da Organização indicaram que alguns elementos podem demorar mais tempo a chegar à zona de conflito.

O Plano de Ação Rápida (RAP) prevê «forças e equipamentos nos locais e momentos adequados», sublinhou Rasmussen, sendo que a presença dos aliados no Leste da Europa durará o tempo que for preciso.

A NATO «não quer atacar ninguém». Quer apenas fazer frente aos «perigos e ameaças que são cada vez mais presentes e visíveis».

A criação desta força especial insere-se no pacote de medidas do Plano de Reação Rápida que a NATO pretende adotar, no âmbito da cimeira de chefes de Estado para marcar o fim da sua missão de combate no Afeganistão. Porém, o encontro será certamente dominado pelo conflito entre Rússia e Ucrânia.