As autoridades chinesas anunciaram hoje que vão autorizar que os turistas gravem os seus nomes numa parte da Grande Muralha, uma das maiores atrações turísticas do país, com vista a proteger o resto do monumento.

A medida é anunciada depois de muitos anos a tentar, sem êxito, proibir a gravação de nomes nas pedras da Grande Muralha.

De acordo com o «China Daily», a zona onde será permitido gravar ou pintar o nome, será uma torre defensiva da secção Mutianyu, a 70 quilómetros a norte de Pequim.

Esta parte da muralha é uma das mais visitadas e das zonas melhor conservadas, tem avisos sobre a proibição de gravação ou escrita dos nomes, mas inúmeros visitantes não respeitam o alerta e podem ver-se milhares de nomes pintados na muralha, alguns com décadas.

Os responsáveis pela conservação da zona de Mutianyu afirmaram que pretendem ampliar as zonas autorizadas para outras torres e também criar um 'muro eletrónico' com o mesmo fim.

A Grande Muralha foi criada por ordem do Imperador chinês Qin Shihuang no século III antes de Cristo, quando foram unidas várias muralhas construídas por antigos reinos e tribos para se defenderem de invasores nómadas do norte da Ásia.