Um juiz egípcio sentenciou à morte quase 700 seguidores do ex-presidente Mohamed Morsi. A decisão tomada esta segunda-feira pelo tribunal condena à pena capital concretamente 683 pessoas, incluindo o líder da Irmandade Muçulmana, adianta a agência France Presse.

Esta não é, no entanto, uma decisão inédita. O mesmo tribunal condenou em março mais 492 pessoas à pena de morte em março. Destes, apenas 37 acabaram por ser condenados à pena de morte, nos outros casos, a pena foi alterada para prisão perpétua, após apelarem a um tribunal superior.

A mesma «sorte» aguardam agora estes quase 700 homens, já que a decisão é passível de recurso, ainda que apenas 50 estejam detidos e os outros libertados sob caução ou a monte.

As condenações desta segunda-feira reportam-se aos acontecimentos ocorridos em agosto último. São acusados de matar vários polícias, uma notícia que quando se espelhou divergiu em diversos confrontos entre fações apoiantes e contra Morsi.

Em menos de dois meses, este tribunal já condenou à morte mais de mil pessoas, decisões condenadas pelas Nações Unidas e pelas organizações dos Direitos Humanos.

A Amnistia Internacional alega que desde o derrube de Morsi, a polícia já matou mais de 1400 pessoas. O próprio Morsi, o primeiro líder eleito democraticamente e afastado num golpe de Estado, está preso e enfrenta diversas condenações.