Ian Brooks foi a primeira pessoa fora dos EUA a experimentar o medicamento americano Brentuximab Vedotin. Diagnosticado com um tipo de cancro raro, Brooks tinha apenas algumas semanas de vida pela frente. Os exames que fez mostravam que tinha 70 tumores espalhados por todo o corpo e os médicos chegaram a admitir que não havia mais nenhuma opção de tratamento que pudesse tentar.

Atualmente, o britânico de 47 anos não tem qualquer sinal da doença que descobriu em 2001. Algumas semanas após o início do tratamento com a medicação pioneira, as radiografias mostravam que todos os tumores tinham desaparecido. As única manchas pretas que são visíveis nos exames devem-se ao funcionamento normal dos rins e bexiga.

«Acho que não estaria aqui hoje se não fosse por aquele medicamento», disse Brooks ao jornal Daily Mail. A substância destrói as células cancerígenas desde o seu interior e foi testada em alguns doentes voluntários. Ian Brooks foi um deles.

«Sabia que precisava de alguma coisa completamente radical para poder sobreviver», conta.

A experiência foi feita no The Christie Hospital em Manchester, um dos maiores centros especialistas em cancro. Em 24 horas, começou a ter melhorias no estado clínico. O caso foi de tal sucesso que o medicamento está agora disponível para todos os pacientes. O médico Adam Gibb diz que a toma da substância é rápida e com poucos efeitos secundários.

«É, provavelmente, o raio-x mais surpreendente que eu já vi. Este tipo de histórias mostram a importância dos ensaios clínicos e devem encorajar os doentes a pedirem aos seus médicos para experimentarem», afirmou o médico.

Quem sofre do mesmo tipo de cancro de Brooks, o Non-Hodgkin's Lymphoma, pode aceder ao medicamento através do Fundo Cancer Drugs.