Os Estados Unidos não vão à cimeira do G8, em Sochi, na Rússia, a menos que Moscovo inverta a postura em relação à Crimeia, avança a agência Reuters esta terça-feira, citando uma fonte da administração Obama.

Este anúncio surge pouco depois de se saber que a Rússia testou um míssil intercontinental, disparado da região de Astracã, perto do Mar Cáspio, para um terreno localizado no Cazaquistão.

O lançamento deste míssil, de 20 metros de comprimento e com 10 500 quilómetros de alcance, produzido para transportar uma ogiva nuclear, ocorre numa altura em que a Rússia já enviou tropas para a Crimeia.

A notícia do lançamento foi divulgada pela agência oficial russa RIA e cita o porta-voz do ministro da Defesa.

No entanto, os Estados Unidos fizeram saber, escreve a agência Reuters, que sabiam antecipadamente da realização deste teste e que ele foi agendado antes da crise na Ucrânia e na Crimeia.

Num comunicado da Casa Branca a que a Reuters teve acesso, o lançamento é considerado de «rotina».

Embora este episódio seja desvalorizado, Barack Obama não desarma, portanto, na pressão feita ao presidente russo para que as suas tropas saiam do território da Crimeia.

Barack Obama já tinha dito que os argumentos de Putin «não enganam ninguém».

O anúncio da ameaça de não participação na cimeira dos países mais ricos do mundo acontece depois de Obama ter estado a falar uma hora ao telefone com a chanceler alemã, Angela Merkel.