A aviação israelita bombardeou esta segunda-feira dois campos de treino militar islamitas na zona sul e noroeste de Gaza, sem causar vítimas e numa represália pelo lançamento de quatro foguetes a partir da Faixa de Gaza, revelaram fontes oficiais.

O exército israelita confirmou em comunicado que se limitou a assegurar que três alegados armazéns de armas e uma instalação militar foram destruídos.

Antes, quatro foguetes tinham sido lançados de uma zona na Faixa de Gaza, dois dos quais foram intercetados pelos escudos antimísseis israelitas «Iron Dome», enquanto os dois restantes caíram em território israelita sem causar danos ou vítimas.

Do Médio Oriente também chega a notícia de que as tropas israelitas prenderam o porta-voz do parlamento palestiniano e membro do Hamas Aziz Dweik durante a noite numa operação levada a cabo nas buscas por três jovens israelitas alegadamente raptados.

Num comunicado o exército revela ter detido mais de 40 suspeitos na Faixa de Gaza «incluindo líderes do Hamas e operacionais».

Já um porta-voz militar confirmou à agência AFP que o porta-voz está entre os detido.

Israel acusa o Hamas de ser o autor do rapto de três adolescentes israelitas, desaparecidos quinta-feira na Cisjordânia ocupada.

O grupo islamita palestiniano diz que a acusação não tem fundamento, mas as forças israelitas já prenderam cerca de oitenta suspeitos palestinianos.

O exército e a polícia de Israel levam a cabo uma intensa operação de busca na cidade palestiniana de Hebron e arredores. Revistas casa a casa e numerosos bloqueios de estradas, levaram já à detenção de 80 suspeitos palestinianos.

Um país suspenso da sorte de Eyal, de 19 anos, de Gilad, e de Naftali, ambos de 16.

A mãe de Naftali, rapaz que tem também tem nacionalidade americana, continua esperançosa.

Os três jovens desapareceram quinta-feira à noite na área do seu colonato na Cisjordânia ocupada, perto da cidade de Hebron. Voltavam da escola religiosa e aparentemente apanharam uma boleia. Um deles ainda conseguiu ligar para o número de emergência e dizer «fomos raptados».

O governo judaico já não tem dúvidas sobre quem raptou os três adolescentes israelitas.

Netanyahu garantiu que israel agirá contra os raptores, e os seus financiadores e apoiantes terroristas. O chefe do governo israelita também considera o presidente da autoridade palestiniana responsável pelo que possa acontecer aos três jovens raptados.

E de facto, a autoridade palestiniana está a ajudar na busca pelo jovens desaparecidos, o que lhe valeu já a crítica do Hamas. O grupo islamita radical rejeita a acusação de envolvimento no rapto.

O governo israelita cortou todo o diálogo de paz com a autoridade palestiniana, em abril, quando o presidente Mahmud Abbas, fez um acordo de governo com o Hamas, organização que continua a defender a destruição do estado de Israel.