O secretário de Estado norte-americano John Kerry confirmou o ataque químico na Síria na passada quarta-feira, que fez centenas de mortos, e deixou antever que os Estados Unidos vão agir. «Foram utilizadas armas químicas na Síria. É inegável», resumiu.

«O que vimos a semana passada na Síria deve chocar a consciência do mundo. Desafia qualquer código de moralidade. A matança indiscriminada de civis, o assassínio de mulheres, crianças e de inocentes com armas químicas é uma obscenidade moral», afirmou, em conferência de imprensa.

Apontando o ataque «em larga escala e indiscriminado», Kerry lembrou que «o mundo proibiu o uso de armas químicas». «Todas as nações devem assegurar que estas armas não serão usadas novamente», sublinhou.

Sem especificar que tipo de ação pode ser tomada, John Kerry disse apenas que os EUA e os seus aliados estão a «compilar e rever informações adicionais» sobre o ataque químico.

«Barack Obama vai tomar uma decisão informada e acredita que devem exigir-se responsabilidades pelo uso das armas mais hediondas do mundo», acrescentou.

O secretário de Estado acusou ainda o presidente sírio Bashar al-Assad de destruir provas do uso de armas químicas.

Mais tarde, um porta-voz da Casa Branca informou que a administração de Obama tem noção da urgência do assunto, mas que não definiu uma data-limite para a tomada de uma decisão de resposta ao ataque químico.

«Temos poucas dúvidas que o regime sírio é culpado», disse o porta-voz Jay Carney, que também frisou que a utilização de armas químicas é «inegável».