As armas químicas foram usadas no conflito sírio pelo menos cinco vezes, segundo o relatório dos inspetores da Organização das Nações Unidas (ONU), apresentado esta quinta-feira ao secretário-geral, Ban Ki-moon.

O relatório, apresentado pelo responsável do grupo, o sueco Ake Sellstrom, menciona «provas credíveis» e «provas consistentes com o provável uso de armas químicas» em cinco dos sete locais inspecionados: Ghouta, Khan Al Asal, Jobar, Saraqueb e Ashrafieh Sahnaya.

Os inspetores da ONU adiantaram que não provaram o uso de armas químicas em Bahhariyeh e Sheik Maqsood.

A equipa analisou sete das 16 acusações, por não ter recebido «informação suficientemente credível» sobre as outras localizações, justifica o documento, citado pela Lusa.

Ao receber o relatório, Ban Ki-moon não falou sobre o seu conteúdo, mas disse que o uso de armas químicas «é uma grave violação do Direito Internacional» e realçou o compromisso, alcançado em setembro, para eliminar o arsenal químico do Governo sírio.