A ex-primeira dama francesa, Valérie Trierweiler, culpa a política pela rutura com François Hollande. Nas primeiras confidências depois de a separação se ter tornado pública, Trierweiler afirma que «Se ele não fosse Presidente, talvez seguíssemos juntos».

De acordo com a televisão I-Télé e a rádio RTL, Valérie Trierweiler falava a um grupo de jornalistas no segundo dia de visita à Índia com a ONG Action contra la Faim. A jornalista, envolvida por enquanto com o trabalho humanitário acrescentou que nunca sonhou entrar no Palácio do Eliseu, onde tanto lhe custou encontrar o seu lugar.

Apesar de tudo, Valérie Trierweiler defende que deve ser criado um estatuto especial para o casal oficial do chefe de Estado.

Apesar da separação, tornada pública duas semanas depois de revelada a relação do Presidente francês com a atriz Julie Gayet, Valérie Trierweiler diz que mantém uma boa relação com François Hollande.

«Não estamos em guerra, continuamos a falar», indicou durante a conversa de hora e meia com os jornalistas.

Valérie Trierweiler aproveitou para responder a uma mensagem publicada no Twitter pela ex-ministra Nathalie Kosciusko-Morizet. A também candidata à Câmara de Paris referiu-se à situação de Trierweiler como uma «demissão». Na resposta, a ex-primeira-dama contrapôs: «A minha separação é uma rutura, não uma demissão. Não teve aviso prévio».

Separada de François Hollande, Valérie Trierweiler não descarta voltar ao jornalismo, mas agora à área de política. «Nada mais me afeta, não temos ideia de quanta traição e hipocrisia há», assegurou.