Vão sendo conhecidos mais pormenores da audição de Francisco José Garzón Amo, maquinista do comboio Alvia que descarrilou em Santiago de Compostela. Terá reconhecido perante o juiz Luis Aláez que nem sequer sabia bem onde estava quando aconteceu o acidente.

Fontes próximas do caso citadas pela agência Efe dizem que Garzón Amo reconheceu que circulava ao dobro da velocidade permitida na curva de A Grandeira, limitada a 80 km/h. Também disse acreditar que não estava naquela linha e quando quis travar, «o que chegou a fazer», já era demasiado tarde.

O maquinista reconheceu durante o testemunho de cerca de duas horas que o ocorrido não se deve a falha técnica, nem às condições do veículo, senão a «um erro humano», uma distração.

Está obrigado a comparecer semanalmente ao juiz que for designado e está proibido de sair de território nacional sem autorização judicial durante seis meses. Também lhe foi retirada preventivamente a licença profissional para a condução de comboios.

As mesmas fontes informaram que a polícia está a analisar a troca de chamadas entre os seus terminais, assim como o telemóvel privado do maquinista, para determinar em que momento do passado 24 de julho foram utilizados, nomeadamente nos instantes anteriores ao trágico acidente que matou 79 pessoas. Também são analisadas as mensagens e as trocas de informações através de aplicações como o «WhatsApp».