Há cerca de uma semana, na multiétnica cidade de Londres, os transeuntes não conseguiram mesmo assim ficar indiferentes a um casal que passeava pelas ruas, ou melhor, a uma mulher que passeava um homem pelas ruas como se fosse um cão. O homem, vestido de calças e camisa, quase parecia um executivo, seguia com as mãos e os joelhos no chão, e deixava-se conduzir por uma trela ao pescoço que a mulher puxava.

Esta terça-feira, o jornal «The Independent» resolveu o mistério e explicou aos leitores por que é que o homem andava de trela.

O jornal falou com Eden Avital Alexander, a atriz que puxava a trela como parte de um projeto cinematográfico. Aliás, o realizador era o «cão». A ideia era filmar e fazer uma síntese das melhores reações à cena. Objetivo cumprido. Ninguém ficou indiferente. Houve quem fotografasse, quem mandasse tweets e mensagens sobre o «espetáculo» que estavam a assistir. Houve quem gostasse e aprovasse e quem contestasse a ideia.

Eden Avital Alexander nunca saiu da personagem e contracenou com todos os que a interpelaram.

Mas, porquê? A pergunta impõem-se e continua por responder. Pois bem, Eden Avital Alexander explicou ao jornal o seguinte: «Acredito que muitas pessoas levantaram questões importantes, tais como igualdade de género, direitos humanos, direitos dos animais e até os limites da liberdade foram postos em causa». Mesmo se fosse uma campanha de relações públicas, onde é que esta acaba e começam os direitos pessoais do homem.