A Rússia vai avançar com grandes exercícios envolvendo arsenal nuclear estratégico ainda este mês, envolvendo mais de 4.000 soldados. É o braço-de-ferro a aumentar com a NATO, que anunciou na segunda-feira poder mandatar uma força de intervenção rápida em apenas 48 horas, por causa do conflito com a Ucrânia.



O anúncio do exercício nuclear foi feito pelo Ministério da Defesa russo, esta quarta-feira, a um dia da cimeira da NATO no País de Gales. A agência de notícias russa, RIA, adianta que os exercícios nucleares terão lugar em Altai, no centro-sul da Rússia e, cita a Reuters, serão mobilizadas à volta de 400 unidades técnicas e uso extensivo do poder aéreo.

As tropas vão «realizar missões de combate em condições de interferência rádio-eletrónica ativa» e «ações intensivas» a simular uma situação de conflito com as forças inimigas, que serão representadas nos exercícios por uma unidade de forças especiais, designadas Spetsnaz.

Quanto a arsenal, os supersónicos aviões MIG-31 e SU-14MR farão parte do exercício, sendo que o mesmo responsável fez notar que a escala de poder aéreo desta operação é inédita em exercícios do género.

Tanto a Rússia como a NATO intensificaram as suas manobras militares desde a eclosão do conflito na Ucrânia. A NATO pretende pôr em prática uma força de reação rápida, sempre pronta a atuar, para monitorizar o conflito entre a Ucrânia e a Rússia. Precisamente com cerca de 4.000 soldados, com capacidades de atuar por ar, por mar ou por terra.

Vladimir Putin responde na mesma moeda. Já na semana passada, o Presidente russo tinha avisado que era melhor ninguém se meter com o país, frisando que a Rússia é uma das mais poderosas potências nucleares. Agora passa à ação.